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Giuliani rasga a biografia de herói do 11 de Setembro

À medida que prega fraude nas eleições americanas, sem apresentar evidências, advogado de Trump se envolve em gafes e vira alvo de chacota

Em apenas um mês Rudolph Giuliani, o advogado do presidente Donald Trump, encarnou o papel de bufão em três episódios que podem ser tachados no mínimo de embaraçosos. Deixaram num passado longínquo a imagem heróica do “prefeito da América”, em setembro de 2001, quando as Torres Gêmeas do World Trade Center desmoronaram no maior ataque terrorista já sofrido nos EUA pós-guerra. O incansável prefeito de Nova York acalmou os ânimos, consolou parentes de vítimas, tomou providências para assegurar a sobrevivência da metrópole. Quase duas décadas depois, Giuliani contribui para espalhar teorias conspiratórias, que alimentam as certezas do presidente americano.

Apareceu suado e com a tinta escura de cabelo escorrendo pela testa, nesta sexta-feira, ao pregar a fraude generalizada nas eleições do dia 3 (veja no vídeo abaixo). Como assessor jurídico de Trump, Giuliani ganha US$ 20 mil por dia, segundo o “New York Times”, mas não escapou do papel ridículo viralizado nas redes sociais.

Rudy Giuliani, advogado do presidente Donald Trump, fala durante entrevista coletiva em estacionamento na Filadélfia — Foto: John Minchillo/AP

Advogado de Trump chama a atenção por causa de estranho suor

A primeira atuação em um tribunal federal após 30 anos foi um fiasco. O assessor jurídico de Trump fez o juiz distrital Matthew Brann perder a paciência por não fornecer evidências de fraudes na Pensilvânia.

 

“Rudy Giuliani é o Partido Republicano: um dinossauro suado, gotejante e outrora respeitado, agora morrendo completamente na colina mais estúpida que é Donald Trump”, resumiu o pastor e escritor John Pavlovitz.

Rudy Giuliani, advogado do presidente Donald Trump, fala durante entrevista coletiva em estacionamento na Filadélfia — Foto: John Minchillo/AP

Rudy Giuliani, advogado do presidente Donald Trump, fala durante entrevista coletiva em estacionamento na Filadélfia — Foto: John Minchillo/AP

 

O mesmo Giuliani foi flagrado em “Borat 2”, de Sacha Baron Cohen, deitado na cama de um quarto de hotel com as mãos dentro das calças, na companhia de uma suposta repórter, interpretada pela atriz Maria Bakalova.

 

Logo após as eleições, iniciou sua ofensiva para manter Trump à frente da Casa Branca com uma entrevista coletiva, convocada para o Four Seasons na Filadélfia. Seria no hotel, mas, por um erro de assessores, acabou ocorrendo numa loja de jardinagem com o mesmo nome, localizada simbolicamente entre um crematório e uma sex shop.

 

A sucessão de gafes espelha a decadência de uma figura outrora emblemática para os americanos, que se consagrou como o maior derrotado destas eleições. Encorajou a manobra de Trump na Ucrânia para incriminar Joe Biden e que levou ao processo de impeachment do terceiro presidente americano.

 

 

Na reta final da campanha, participou ativamente da trama para envolver Biden e o filho Hunter em negociatas no exterior. De herói do 11 de Setembro a fiel escudeiro de Trump, Giuliani rasgou a biografia. Virou alvo fácil de piada e um meme ambulante, claramente o maior derrotado das eleições de 2020.

 

Fonte G1.

Redação Gdsnews.

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